OS DEFENSORES


O dia 18 de Agosto finalmente chegou, e com ele estreou a série dos Defensores na Netflix, o ápice da parceria do serviço de streaming com a Marvel. Como bons fãs do trabalho em conjunto e de quadrinhos, eu e Luma estávamos loucos com o hype para ver a série, e quando ela chegou, não decepcionou, tanto que passamos o final de semana vidrados nela.

“Os Defensores” junta os heróis já estabelecidos nas demais séries com um inimigo em comum (pelo menos, para parte deles): o Tentáculo. A presença do Tentáculo não é novidade, visto que tem servido como antagonista, principal ou secundário, desde a primeira temporada de Demolidor, e até membros da organização transitaram entre as séries, como a Madame Gao. A série começa seguindo imediatamente os fatos ocorridos no final de Punho de Ferro, com a busca incessante de Danny e Coleen por respostas sobre o que aconteceu com K’un-lun e sua caça por membros da entidade criminosa, então é necessário que quem não tenha visto as outras séries assista para não ficar perdido.


Enquanto isso, os outros três heróis vão sendo envolvidos em uma levada de acontecimentos que forçam os seus caminhos a se cruzarem pouco a pouco, e fazendo-os perceber que só a união de suas habilidades peculiares poderia sobrepujar essa nova ameaça.

A série nos apresenta Alexandra, a líder e principal idealizadora do Tentáculo, e finalmente nos dá respostas sobre o propósito de fato da organização, bem como desvendando mistérios estabelecidos em Demolidor e Punho de Ferro. Apesar da trama principal ter se baseado em acontecimentos destas duas séries, os roteiristas conseguem equilibrar perfeitamente o espaço na tela dos quatro, dando a importância devida a cada um e nos trazendo um grupo que começa aos solavancos, mas que logo vai uma boa mostrando sinergia.


O relacionamento dos heróis é áspero no começo, o que é de se esperar com a reunião de egos tão fortes em um mesmo local. Contudo, mesmo a série possuindo apenas oito episódios, menos que as demais, ela consegue arquitetar uma história para cada um dos heróis que os leva até a trama principal de maneira não forçada, e sem perder o espírito de cada um. As cenas de ação estão muito mais bem feitas, com coreografias onde se é visível um maior esforço da produção para que ficassem impecáveis, fazendo com que os oito episódios sejam repletos de adrenalina e não caiam em qualidade em praticamente nenhum momento.

Há um claro amadurecimento de alguns personagens, como o Danny, que demonstra-se mais focado em um só objetivo (e não à procura de um, como em sua série) e menos ingênuo, ou o Matt, que tem que fazer a difícil escolha de voltar a assumir a identidade de um vigilante mascarado mesmo tendo, com isso, afastado seus entes queridos no passado. Jéssica vai voltando aos trilhos depois dos acontecimentos traumáticos do final de sua série, onde é forçada à sair de sua casca por aquilo que mais entende: um caso complexo, e Luke procura se redimir e continuar a sua cruzada em utilizar de suas habilidades super poderosas ajudando os que mais necessitam delas no Harlem, trazendo um contexto social muito bacana. No final, a interação entre todos os personagens, não só os 4, é muito boa, e vemos abertura para coisas que aconteceram nos quadrinhos de maneira muito tranquila, como uma futura parceria entre Coleen e Misty, entre Luke e Danny e até para a volta da relação entre Jessica e o Luke (sorry, Claire!)

Eu temia muito pela estréia dos Defensores devido ao que aconteceu com séries como Punho de Ferro e Luke Cage, que foram criticadas justamente em pontos como estes, como desenvolvimento de roteiro e coesão com as cenas de ação, mas fiquei muito feliz em perceber que a série acertou bastante em vários pontos, sendo a única questão ruim para mim o fato dela só ter oito episódios. Mas talvez tenha sido melhor assim, não é? 

Defensores de maneira compacta e eletrizante conseguiu agradar bastante a mim, que mesmo estando com o hype alto sou por natureza muito crítico, então espero que essa onda de boa qualidade se espalhe para o restante das séries e que eles continuem o bom trabalho. E que venha a segunda temporada!





 
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