EU ASSISTI: A CABANA


A família Philips parece ter saído diretamente de um comercial de margarina, mas as coisas mudam drasticamente quando uma tragédia os abala de formas inimagináveis. 

Antes que o verão acabe, Mack (Sam Worthington) e seus três filhos saem para acampar durante o final de semana, sua esposa, Nan (Radha Mitcell), fica na cidade a trabalho. Tudo está correndo muito bem e quando estão prestes a voltar para casa, um incidente tira a atenção de Mack por tempo suficiente para que sua filha mais nova, Missy, desapreça. 

Todos que estavam no acampamento se motivam para procurar a criança, junto com a policia e FBI, mas em pouco tempo de investigação, eles descobrem que a menina foi assassinada de uma forma brutal em uma cabana nas redondezas do lago, por um maníaco procurado a alguns anos. E como se já não bastasse essa situação, seu corpo nunca foi encontrado para que eles pudessem enterrar.

Isso bastou para que a família desandasse um pouco. Mack entra em uma profunda depressão, sentindo um misto de culpa, raiva e angustia diariamente e aos poucos vai se afastando cada vez mais da família. Nan tenta a todo custo manter sua família unida e cuidar dos outros filhos Josh (Gage Munroe) e Kate (Megan Charpentier), que também entra em uma depressão e se culpa pelo que aconteceu. 

Um dia, quanto sua esposa viaja com os filhos para a casa da irmã, Mack recebe uma carta pedindo que ele vá até a cabana, assinada por “papai”, a forma carinhosa que sua esposa se dirige a Deus. Achando que a carta possa ter sido escrita pelo assassino de sua filha que nunca foi pego, Mack segue as orientações da carta. Ao chegar lá, ele percebe que a cabana está completamente diferente do que ele se lembrava e tem três moradores inusitados. 

Uma mulher negra, grande e sorridente (descrição do livro) o recebe e se apresenta a ele como Deus (Octavia Spencer), além de apresentar seus filho, Jesus Cristo (Aviv Alush), um jovem árabe, e Sarayu (Sumire), uma jovem oriental, como o Espírito Santo. Achando que está morto ou que enlouqueceu, Mack leva algum tempo para começar a conversar verdadeiramente com eles e aceitar toda aquela realidade. 


Eu não me considero uma pessoa religiosa, mas me considero uma pessoa de fé. Acredito em Deus, acredito que exista uma força maior que nos guia, mas acredito que todas as pessoas têm direito de escolha. Não podemos responsabilizar Deus por todas as coisas que acontecem em nossas vidas, sejam as boas ou as ruim. 

A Cabana já tinha me ensinado muito lá em 2008, quando li o livro. Mas ver a adaptação me arrancou muito mais que lágrimas. O filme me fez refletir em diversos momentos e o tempo inteira fiquei me perguntando se eu seria capaz de tais atos se fossem comigo. 

Perdoar é uma dádiva que ainda não sei por completo, “Perdoar não significa que não vá doer, que você não vá sentir raiva. Mas quanto mais você disser isso, mas fácil vai ser. Mesmo que demore anos”, é uma das frases que mais fiquei pensando ao terminar o filme. 

Um dos filmes mais bonitos que assisti nos últimos anos, um livro muito emocionante, que fala sobre Deus sem precisar falar de religião. Que mostra a fé acima de tudo e que nos fazem entender uma coisa: por maior que Ele seja, não pode nos proteger de tudo, porque temos livre arbítrio e o mal também pode nos influenciar.


 
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