EU ASSISTI: SENSE8


Com um lançamento da segunda temporada de Sense8, eu resolvi – finalmente – começa a assistir a série e ver se o que todo mundo falava era verdade. Vou tentar resumir aqui o que achei das duas temporadas.

Das mesmas criadores de Matriz – para quem não sabe, eles se assumiram transexual e fizeram a cirurgia para a mudança de sexo -, Sense8 está longe de ser uma série simples. Ela chega para você com ideias e propostas complexas, que no inicio parecem ser um pouco louca, mas que te prende a tela da televisão.



Para quem não sabe do que estou falando, Sense8 é uma série em que mostra oito pessoas que nunca se viram antes conectadas, elas podem sentir, ver, ouvir as mesmas coisas que as outras. Nós vamos começando a entender as coisas quando passamos a conhecer nossos oito protagonistas. São eles a Riley (Tuppence Middleton), uma DJ islandesa que mora em Londres; Will (Brian J. Smith), um policial de Chicago; Sun (Doona Bae), filha de um executivo de Seul que também é secretamente uma lutadora de kickboxing; Wolfgang (Max Riemelt), um ladrão de cofres de Berlim; Kala (Tina Desai), uma farmacêutica de Mumbai; Lito (Miguel Ángel Silvestre), um astro mexicano de telenovelas que esconde um segredo; Capheus (Aml Ameen/ Toby Onwumere – por problemas com as criadoras, o Aml foi substituído), um motorista de van de Nairóbi; e Nomi (Jamie Clayton), uma ativista transexual de São Francisco.

Não demora muito e vamos compreendendo quem são aquelas oito pessoas, mas ao mesmo tempo novas perguntas vão se fazendo presentes em nossas vidas. E o que mais gostei na série, é que eles estão tão perdidos quanto nós, ou seja, nós vamos descobrindo como tudo aquilo funciona ao mesmo tempo em que eles vão descobrindo e criando um lanço muito maior do que a “conexão”, eles criam um laço de amor e amizade.


Achei maravilhoso o fato deles conseguirem preencher os 12 episódios de forma e conseguirem nos mostrar quem são os personagens, juntos e individualmente. Porque ao mesmo tempo em que suas vidas mudam por conta daquela conexão estranha, eles também tem problemas individuais e precisam conciliar seu tempo.

E o que falar sobre a montagem da série? Dá para entender perfeitamente porque a segunda temporada levou dois anos para ficar pronta. Algumas cenas se passam em dois, três, e as vezes, até quatro países diferentes, então imagem a produção e a quantidade de chances de tudo dar errado? Mas tudo se encaixa perfeitamente e é surpreende a qualidade do que vemos. A narrativa também é impressionante, eles conseguiram fazer um roteiro em que as explicações fazem todo o sentido, por mais que as reviravoltas sejam mirabolantes.



Mas, em minha humilde opinião, a melhor coisas dessa série é a forma como são retratadas todas as culturas dos personagens e tudo sem clichês ou estereótipos. E principalmente quando o assunto é LGBT, vemos a situações vividas pelos personagens que nos fazem sentir uma dor no coração e se perguntar “para quê tanto preconceito?”

Sense8 é o tipo de série que vai te deixar maluca com tanta pergunta, te intrigar com os misteriosos, te fazer rir e chorar com a historias dessas oito pessoas diferentes e mostra o quanto a televisão precisa de um pouco mais de ousadia. 



 
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