[TOP 5] HISTÓRIAS MARCANTES DO BATMAN NOS QUADRINHOS

Olá, pessoal, tudo bem? Continuando com a proposta de top 5s, hoje venho tratar de um assunto que foi parte importante de minha infância, e que imagino que também tenha ajudado na construção literária de muitas outras pessoas: quadrinhos! Comecei a ler HQs muito cedo, ainda quando era um pequeno Pedro, e fui influenciado por meu tio que possuía uma vasta coleção de quadrinhos clássicos, como Tex, Martin Mystère (diferente do desenho Martin Mystery, uma adaptação de anos mais tarde) e Mágico Vento, além do nosso querido Homem-Morcego. 

Batman foi (e ainda é) um herói que me marcou muito, e imerso em suas aventuras que despertei meu amor pelos livros e pelas histórias em quadrinhos, descobrindo um mundo novo até então, por mim, inexplorado. É por isso que resolvi separar esse top 5 com as histórias que mais me marcaram do melhor detetive do mundo; muitas aqui já devem ser bem conhecidas pra quem acompanha o herói de perto, mas espero que, para aqueles que não o conhecem, que esse artigo desperte a curiosidade ou o desejo de começar a ler as suas aventuras. 

Como de habitual, gostaria de fazer o disclaimer de que esse texto possui SPOILERS, e que essas escolhas foram especiais para mim, ou seja, se não concordou, comenta aí embaixo!


#05 - MORTE EM FAMÍLIA

Batman: Morte em Família foi uma obra especial quando lançado, porque marcou uma decisão tomada pelos fãs que mudaria o rumo do Homem-Morcego em suas revistinhas. Em 1988, Batman estava prestes a fazer seu aniversário de 50 de publicação pela DC comics, e então foi lançada uma enquete para decidir o futuro do Robin: a vida ou a morte. O primeiro Robin, Dick Grayson, tinha abandonado o codinome antigo e adquirira a alcunha de Asa Noturna, trilhando um caminho próprio, e então Bruce resolveu adotar um outro órfão para assumir o manto do menino prodígio: um menino de cabelos ruivos chamado Jason Todd. Jason se mostrava um Robin muito mais arredio e violento, desobediente por vezes, e contrastava demais com a imagem que os leitores tinham da versão estabelecida por Dick Grayson.

Na enquete, a DC entregou aos fãs da revista a incumbência de decidir se, em uma aventura que seria publicada em que Robin procurava respostas sobre o seu passado e acabava encontrando uma teia de mistérios que envolvia o Coringa, o destino dele seria a vida ou a morte. 

Não vou estragar a história contando o final, mas essa é uma das narrativas que mais marcaram o Batman em seus anos como vigilante, e inclusive tendo sido republicada pela Panini em um encadernado de luxo que conta com os seus dois finais. Vale a pena conferir!


#04 - BATMAN: ANO UM

Quem conhece o trabalho de Frank Miller, sabe que a qualidade de suas obras é indiscutível. Dono de um traço único e autor de diversos clássicos como 300 e Sin City, Frank também agraciou os fãs de Batman com materiais que buscavam ampliar o conhecimento de que se tinha do herói, contando histórias marcantes que completavam as revistas originais.

Uma destas histórias é Batman: Ano Um, que conta os primeiros dias do Batman como o vigilante protetor de Gotham City, como evoluiu e conquistou o apoio de aliados como Jim Gordon e Harvey Dent (que ainda não era o famigerado Duas-Caras), mostrando um pouco de como o herói veio a se tornar a figura temida pelos bandidos como é hoje e dando uma história de origem digna para que nenhum amante dos quadrinhos pudesse por defeito. 

O conto ainda envolve uma história de Jim Gordon e como ele foi se adaptando com os melindros da polícia corrupta da cidade, e com personagens e roteiro que serviram de inspiração para filmes como Batman Begins e O Cavaleiro das Trevas. 


#03 - A PIADA MORTAL

Seguindo a linha de escritores famosos, temos Alan Moore. “O mago das histórias” eternizou-se com a obra distópica Watchmen, que para muitos até hoje é uma das melhores HQs já escritas por alguém, e também colaborou para a construção do mito do Maior Detetive do Mundo com um de seus contos que mais ficaram gravados na mente dos leitores pelas cenas gráficas de suas páginas: A Piada Mortal.

O quadrinho começa com uma entrevista: certa noite, Batman é convocado a comparecer em uma cela da delegacia. Nesta cela está encarcerado o Coringa, que, após cometer um dos crimes mais hediondos que já tinha cometido até o momento, espera o herói para que os dois possam conversar. 

A conversa se prolonga, e percebe-se a tentativa do Homem-Morcego de tentar entender as razões para o vilão se portar daquela maneira, representando a antítese do seu próprio ser, uma piada mortal em que ele nos revela a origem de sua loucura (se você quiser acreditar) e como o motivo de seu último ato obsceno era com o intuito de comprovar que até o mais são dos homens pode estar fadado à loucura se mergulhar de cabeça do jeito certo. 

Essa é uma das histórias mais curtas, porém mais bem escritas que o herói já teve, e seu desfecho tornou-a até hoje como um dos contos mais cultuados do Batman de todos os tempos. 


#02 - BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS

Em segundo lugar, trago mais uma aventura escrita por nosso querido Frank Miller. Embora não seja muito feliz em escrever continuações, Miller faz trabalhos magníficos quando recebe a tarefa de escrever uma história nova. E com Batman: O Cavaleiro das Trevas não foi diferente: ao contrário de Ano Um, em que contou os primeiros dias do Batman enfrentando os perigos de Gotham City, O Cavaleiro das Trevas nos apresenta um Batman no final de sua carreira, calejado pelos anos de vigilância e há muito afastado da vida de combate aos crimes.

Recolhido em seu refúgio após anos encarcerando bandidos, nosso herói vê-se novamente em uma Gotham em que uma recente onda de crimes vem crescendo e tornando necessária mais uma vez a presença do vigilante que protegeu a cidade por tanto tempo. A história tem uma riqueza de detalhes e de roteiro indescritível, que mostram a necessidade do protagonista a se adaptar para as mazelas de um oponente muito mais novo, a ameaça proveniente de um velho inimigo, e até a introdução de uma Robin do sexo feminino que destoa dos outros ajudantes do herói por suas características próprias. 

Apesar de nos mostrar uma versão muito mais velha do personagem em uma espécie de ressurreição de sua carreira de combatente do crime, Batman: O Cavaleiro das trevas é um ótimo ponto para se começar a ler as histórias do morcego por ser uma das melhores obras que os fãs da nona arte puderam apreciar.


#01 - A QUEDA DO MORCEGO

Em primeiro lugar, vou colocar uma história polêmica e que muitos fãs de raiz do Batman não gostam, mas que até hoje é a minha favorita de todos os tempos. Batman: A Queda do Morcego nos mostra uma Gotham desolada após uma fuga em massa do asilo Arkham, onde nosso herói viu diversos dos seus piores inimigos, como o Coringa, o Espantalho, a Hera Venenosa, o Chapeleiro Louco e o incendiário Vagalume soltos novamente e deixando a cidade em estado de calamidade pública devidos aos ataques em massa por todos os cantos. 

Isso leva o herói a passar por uma jornada de estresse e desgaste psicológico ao ver anos de seus esforços sendo jogados fora, e afundando ainda mais com o cansaço físico e mental de noites sem dormir, carregar todo o fardo dos eventos para si e ter que derrotar novamente cada um dos inimigos, que não sentiu a aproximação de um mal maior ainda que viria a derrota-lo de uma das piores maneiras possíveis.

A Queda do Morcego divide os fãs da série pelo seu desfecho e pelo comportamento de personagens que são introduzidos nela, como Azrael e Bane, sendo este último e sua história a inspiração principal para o último filme da trilogia do Batman de Christopher Nolan, O Cavaleiro das Trevas Ressurge. 

Mesmo com seus pesares, A Queda do Morcego é, acima de tudo, um thriller psicológico: ela buscou desmitificar o Batman e mostrar o homem de carne e osso que está por detrás do manto, e como este homem, ao invés do símbolo do Batman, pode sim ser quebrado. Ela é muito bem representada e resumida nas palavras do próprio Bruce Wayne em Batman Begins
“Como um homem, eu sou carne e sangue, eu posso ser ignorado, eu posso ser destruído. Mas como um símbolo... eu posso ser incorruptível, posso ser eterno”
E é isso mesmo que a história quer ter provar.

Tiveram muitas outras histórias que tive vontade de colocar, como Terremoto, Terra de Ninguém e O Longo Dia das Bruxas, mas como é um top 5, resolvi dividir a atenção entre as mais icônicas e as que mais alimentaram meu amor pelos quadrinhos e especialmente pelo personagem ao longo dos anos, então espero que tenha conseguido despertar pelo menos o interesse em alguns de vocês. 

Não concordou com algum ponto dessa lista? Achou que tinha alguma história que não poderia ficar de fora? Comenta aí! 




 
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