[QUADRINHOS] Resenha: Persépolis - Marjane Satrapi

Autor (a): Marjane Satrapi
Editora: Quadrinhos Na Cia
Ano: 2017
Edição completa. 
Sinopse: Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita — apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa. Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente,o humor se infiltra no drama — e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar. Marjane Satrapi nasceu em Rasht, no Irã, em 1969, e atualmente vive em Paris.


Resenha: Persépolis é um quadrinho biográfico que conta a vida de Marjane em meio a historia do Irã. Na introdução, Marjane nos conta um pouco da historia do Irã, que é marcada por muitas guerras e conquistas de territórios. Marjane, começa a narrar sua historia ainda criança, tentando entender as mudanças a sua volta, quando começa a “Revolução Islamica”, onde de repente tudo muda ao seu redor, ela passa a ser obrigada a usar o véu, sua escola passa a ser só de meninas e muitas coisas passam a ser proibidas.

Ela nos conta com muitos detalhes e sensibilidade todas as mudanças que vivenciou em seu país. Apesar de ser tudo tão triste, ela consegue colocar um pouco de humor em meio a toda essa tragédia e acaba nos ensinando sobre tudo o que aconteceu pelo seu ponto de vista. Ela também há o sentimento de união de sua família, que é obrigada a seguir esses costumes loucos fora de casa, mas tenta manter seu jeito ocidental e livre dentro de casa, bem escondidos para evitar denuncias dos vizinhos.


É difícil descrever o que Marjane nos mostra da guerra entre Irã e Iraque, onde o Islã coloca crianças para lutar, fazendo promessas de que se morrerem irão para um paraíso cheio de comida e mulheres, coisas que ainda acontecem em países muçulmanos. Onde a cultura só valoriza os mártires, vitimas de uma guerra que não era deles. E que todos que são contra essas ideais são presos, torturados e mortos, o governo faz de tudo para calar quem ainda insiste em pensar e questionar. As mulheres não tem direito a nada, estão no mais baixo patamar nessa sociedade extremamente machista e Marjane com sua personalidade forte acaba se metendo em muitas encrencas por não concordar com isso.

Seus pais são protestantes, mas a unica preocupação deles é a forte personalidade de Marjane, então eles a mandam para viver na Europa, acreditando que ela terá mais liberdade longe da guerra. Foi na Europa que ela aprendeu que viver sozinha não era tão facil como seus pais imaginaram, ela aprendeu a fumar e beber, teve seu primeiro relacionamento, pulou de casa em casa até viver na rua Marjane teve que viver para sobreviver e não voltar para casa. 

Marjane nos faz rir e nos faz chorar, nessa emocionante historia de vida. Recomendo esse quadrinho a todos.


 
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