SONO DA MORTE (2016)


Jessie (Kate Bosworth) e Mark (Thomas Jane) resolvem adotar uma criança depois que seu filho biológico morreu em um trágico acidente doméstico. Os dois escolhem o adorável Cody (Jacob Tremblay), que já foi adotado e devolvido algumas vezes antes. O menino não gosta de dormir, faz uso escondido de remédios e energéticos para se manter escondido, e quando seus novos pais descobrem, associam isso a suas experiências com as adoções anteriores, mas a verdade é que o pequeno precisa lutar com seus próprios demônios ou com os seus sonhos, e o única forma de combatê-los é se mantendo acordado. 

Cody é um garoto que tem um dom incrível, todos os seus sonhos se tornam realidade. Kate e Mark logo se vêem maravilhados com as projeções de borboletas e luzes por toda a casa, até que seu filho Sean aparece depois que Cody viu as fotos e vídeos antigos da família. Porém, o lado ruim do seu dom, seus pesadelos também se tornam realidade, e é dessa forma que surge o homem Cancro, uma figura que o persegue desde pequeno e ataca as pessoas a sua volta, fazendo com que a trama se desenvolva em torno do menino e seu terrível pesadelo. 


Jacob Tremblay, o garoto prodígio que interpretou Jack em O Quarto de Jack, filme que o despontou para o mundo todo, sustenta o filme com uma atuação maravilhosa, já que a atuação de Kate Bosworth e Thomas Jane não tem nenhum destaque. E apesar do filme ter sido divulgado como terror, acredito que ele seja mais um suspense dramático, apesar dos sustos, que se dá a fotografia escura e os efeitos especiais. 

A trajetória de superação do Cody com os pais adotivos, principalmente com a Jessie, que a principio usa o menino para poder ver o filho que morreu. Com o roteiro bem arquitetado e justifica os pesadelos do pequeno. O filme é recheado de tensão, mas tem um desfecho muito bacana. Sem contar que o carisma de Jacob é gigantesco e consegue conquistar a todos que assistem, menos aqueles que estão esperando por aquele terror assustador.


SORTE OU AZAR MEG CABOT

Título: Sorte ou Azar?
Autor(a): Meg Cabot
Editora: Galera Record
Número de Páginas: 288
Ano de Publicação: 2007
Adicione: Skoob 

Mais um sucesso da mega vendedora de livros Meg Cabot. A falta de sorte parece perseguir Jinx onde quer que ela vá ? e por isso ela está tão animada com a mudança para a casa dos tios, em Nova York. Talvez, do outro lado do país, Jinx consiga finalmente se livrar da má sorte. Ou, pelo menos, escape da confusão que provocou em sua pequena cidade natal. Mas logo ela percebe que não é apenas da má sorte que está fugindo. É de algo muito mais sinistro... Será que sua falta de sorte é, na verdade, um dom, e a profecia sob a qual ela viveu desde o dia que nasceu é a única coisa que poderá salvá-la?

Jean, ou como é chamada pela família, Jinx, é uma jovem muito azarada. Tudo de ruim e improvável que pode acontecer com uma pessoa, acontece com ela. E depois de se meter em uma tremenda confusão em sua cidade, ela acaba indo morar em Nova York com os tios e os primos. A garota pensa que sua sorte está mudando, pois terá Tory, a prima com que sempre havia se dado bem, mas está completamente enganada ao chegar e ver o quanto ela mudou.

Jean é aquela que sempre procura enxergar o que há de melhor em cada um e, infelizmente, acaba por confiar em quem não deveria em alguns momentos. Tory é a imagem da imaturidade, insegurança e auto-estima baixa. Ela sente a necessidade de sempre ser a mais popular e ter o poder as mãos, por isso ela se tornou uma das personagens mais chatas desse livro.

Também temos outros personagens super legais no livro, como a família da Tory, que é totalmente o oposto da filha. Pietra, a au pair, e Zach, o vizinho delas extremamente carismático e que arranca suspiros por onde passa.

A história fala mescla romance, humor e magia, uma combinação satisfatória no final das contas. A prática da bruxaria é abordada e esse é o ponto alto do livro, pelo menos em minha opinião, que amo essa temática.


De um modo geral, “Sorte ou Azar?” não é um dos melhores romances do mundo, mas é uma leitura fluida e agradável. É o tipo de leitura para quem busca distração. 


JOGO PERIGOSO (GERALD'S GAME)


“Você não é real. Você é feito de luar”
Jogo Perigoso (Gerald’s Game) foi uma surpresa muito agradável. Resultado de uma tarde tediosa em que caçava algum talento no catálogo da Netflix, o filme me aparentava ser mais uma atração original do serviço que não clamava atenção popular nem se via nos holofotes. Discreto e com um nome clichê, fui atraído primordialmente por ser uma adaptação de um livro de Stephen King, e sendo um fã do gênero, resolvi dar uma espiada (mesmo preferindo seu filho, Joe Hill, ao pai).

E que bom que o fiz! Nós já tínhamos sido agraciados com uma ótima adaptação dos livros de King esse ano com It, mas me arrisco em dizer que o suspense, a tensão e as atuações em Jogo Perigoso chegam a ultrapassar aquelas do filme do palhaço assassino.

O filme conta a história de Jessie (Carla Gugino), uma mulher casada que é convencida por seu marido a dar uma escapada romântica durante o final de semana para sua casa em uma área remota em uma tentativa de apimentar o relacionamento. Ao chegar no local, seu marido, Gerald (Bruce Greenwood), a convence a ser presa na cama por um par de algemas para representar uma espécie de fantasia sexual de estupro, apenas para ter um ataque cardíaco e morrer em cima de sua esposa, deixando-a algemada e prestes a começar uma luta por sua sobrevivência e sanidade mental.


Durante sua batalha para se manter viva em uma situação adversa, Jessie mantém uma outra luta: consigo mesma. O local de seu cativeiro acidental logo se torna um ambiente para a manifestação de alucinações de seu próprio ego e de seu marido, morto no pé da cama e sendo consumido por um animal selvagem, que travam uma luta pela atenção de Jessie e por sua consciência, mostrando-se como verdadeiras representações de seus medos, presentes ou passados, em uma atmosfera de suspense que não se arrasta em momento nenhum e que te coloca na ponta da cadeira a cada avanço ou recuo de Jessie.

A atuação dos personagens principais é fantástica, principalmente de Carla Gugino (Jessie), que administra no público doses de adrenalina e constrói tensão com um retrato humano de terror psicológico em um papel extremamente difícil devido à restrição física. Sua psique fragmentada vai sendo explicada no decorrer do filme devido a experiências da protagonista relacionadas a abusos previamente vividos por ela, misturando-se de maneira perfeita com elementos clássicos de King, como o poço e o eclipse, além da presença de uma figura misteriosa que a visita durante a noite...

Mike Flanagan adapta a obra de Stephen King de maneira brilhante, com atuações dramáticas dignas de oscar e um suspense que lhe faz questionar não só as barreiras da mente humana, mas também o verdadeiro teor do filme e sua imersão em paranormalidade até o último momento. Uma produção imperdível não só para os fãs do gênero, mas para os fãs de cinema em geral.


ORPHAN BLACK


Depois de cinco temporadas, Orphan Black chegou ao final e já deixou um grande sentimento nostálgico em seus fãs. Então hoje vim aqui contar para vocês um pouquinho sobre essa série sensacional, para aquelas pessoas que nunca assistiram possam sentir vontade de assistir.

A órfã Sarah Manning (Tatiana Maslany) vê sua vida mudar de forma peculiar quando presencia uma mulher idêntica a ela a se jogar nos trilhos do metrô. Ainda sem entender o que está acontecendo, Sarah vê ali uma forma de conseguir dinheiro para tentar recuperar a guarda de sua filha, é dessa forma que ela acaba assumindo a identidade de Beth Childs, um detetive policial e é jogada em um esquema que jamais imaginou entrar e descobrindo segredos da sua origem.

Os planos de Sarah era apenas conseguir o máximo de dinheiro que pudesse em pouco tempo, depois voltar a assumir sua identidade normal, mas ela começa a perceber que as coisas vão ser mais complicadas quando descobre que existem outras mulheres idênticas a ela. Sarah, sem querer, acaba entrando em um jogo cheio de pontos cegos e não tem como sair dele sem desvendar a conspiração em que se envolveu, se colocando frente a frente com uma realidade inimaginável antes: a clonagem.


Em sua nova realidade, Sarah tenta ao máximo deixar sua família de fora, mas isso se torna praticamente impossível quando ela tem uma coisa que a pode diferenciar das outras clones: uma filha biológica. Ela parece ter sido a única capaz de gerar uma criança, teria sido um erro genético? Dessa forma somos apresentados a outros personagens brilhantes: Feliz Dawkins (Jordan Gavaris), irmão adotivo de Sarah, Siobhan Sadler (Maria Doyle Kennedy), mãe adotiva dela e atual guardiã legal de Kira (Skyler Wexler), a filha dela.

O mais incrível nessa série é ver a Tatiana Maslany conseguindo interpretar tantas personagens diferentes uma das outras. Cada uma com sua personalidade e características únicas, tornando a série ainda melhor! Apesar de todos os dramas e suspenses, a série também possui o seu alivio cômico, muitas vezes com alguns subtramas de algumas clones, deixando alguns momentos mais “leves”. A verdade é que essa série é realmente brilhante! Eles não dizem apenas “fizemos clones e pronto”, eles explicam a neoevolução tratada na série, tornando a possível e deixando mais real.

Orphan Black é uma série original da Netflix – muita palmas para vocês que estão produzindo séries e filmes sensacionais, com a exceção de Death Note. – então você encontrá-la completa na plataforma, tendo apenas 10 episódios por temporada.

Então, se você gosta de uma série com um bom suspense, muitos romances alheios, mistério e emoção, assista Orphan Black que você não vai se arrepender!


INSPIRAÇÃO: HORTA EM CASA

Depois que comecei a fazer o projeto da casa de minha prima - para quem não sabe, sou estudante de Design de interior -, estamos pesquisando sobre hortas praticas, bonitas e funcionais. Já que ela gosta de se alimentar de forma saudável e de ter os temperos plantados. Foi justamente isso que me inspirou a mostrar a vocês algumas hortas que dá para fazer em casa, seja no quintal, na varanda do apartamento ou até mesmo na cozinha. Projetos simples e outros mais elaborados que vocês podem fazer até mesmo sozinha. 



Nessa primeira imagem, podemos ver um vem simples feito com algumas prateleiras de madeiras e cordas, esse projeto é bem fácil e você pode fazer em casa se tiver os materiais adequados para fazer círculos na madeira para encaixar o vaso om facilidade. Depois disso basta ir passando a corda e dando aluns nós embaixos dos furos para segurar a prateleira e depois basta amarrar em algum lugar. 

Você também pode perceber que as outras duas são pedaços de madeira pregados na parede com vasos presos, dá uma pouco de trabalho, mas você também pode fazer em casa e o melhor de tudo é que pode fazer na medida que quiser e da forma que quiser, só tome cuidado para não machucar o dedo. 

Ainda no estilo "faça você mesma", temos uma horta feita com canos grandes, presos a pedaços de madeira pregados na parede. Algo bem simples, rustico e que ficou muito bonito. Também temos exemplos de hortas feitas com garrafas pet e cano de tubulação menor, além da horta em que são apenas prateleiras largas o suficiente para os vasos, bem simples e elegante. 



E uma dica super bacana é colocar os nomes do que você está plantando, seja com uma plaquinha, tinta, giz ou o que você achar melhor e mais pratico. Sinceramente, estou tão empolgada com essa ideia que não vejo a hora de ter uma casinha para que eu poça fazer uma hortinha assim. 


ONDE ESTÁ SEGUNDA?


Em um mundo ainda mais frágil por conta da superpopulação, o governo determina que todas as mulheres só podem ter um único filho, os outros (em caso de gêmeos e etc) são colocados para dormir até que o mundo esteja apto a recebê-lo. 

Mas quando sua filha morre e deixa sete filhas gêmeas, Terrence Settman vai contra as regras do governo e resolve criar as netas de um jeito nada conveniente. As sete irmãs gêmeas (Noomi Rapace) foram criadas para conviver juntas em um mundo que elas não podem assistir, por isso foram nomeadas como os dias da semana e só podem sair de casa em seu respectivo dia. Apesar de nem todas concordarem com essas regras, elas são unidas a ponto de obedecê-las, para a proteção de suas irmãs, mas quando Segunda desaparece, as seis que sobraram precisam descobrir o paradeiro dela enquanto são caçadas pelo governo. 

Onde Está Segunda? (What Happened to Monday) é um filme diatópico, mas diferentes dos muitos filmes do gênero que vem sendo lançados ultimamente como originais Netflix. Mas diferente de qualquer outro, Max Botkin e Kerry Williamson, os roteiristas, trazem uma narrativa eficiente ao trabalhar com “sete” protagonistas. Não podemos deixar de parabenizar a Tommy Wirkola, pela excelente direção, deixando o filme ainda melhor. 


O filme nos traz a reflexão do que seriamos capazes de fazer para sobreviver. Eu fiquei tempo inteiro me perguntando o que faria se vivesse naquele tempo, se conseguiria ser a favor de manter crianças em coma até que o crescimento econômico melhorasse. E o desdobramento do filme sobre essa decisão do governo vai nos dando cada vez mais material para refletir sobre o assunto. 

A atuação de Noomi Rapace é sensacional, conseguindo interpretar as sete irmãs gêmeas, cada uma tendo uma personalidade completamente diferente, de uma forma brilhante. É inevitável não comparar um pouquinho – tanto a atuação quanto o estilo do filme – com Orphan Black em que Tatiana Maslany consegue interpretar tantas clones tão diferentes uma da outra.

Onde Está Segunda? é a melhor esstréia da Netflix no catálogo de filmes de agosto. Vale muito a pena conferir!


A IMPORTÂNCIA DO INGLÊS


Cada dia que passa o inglês vem se tornando uma língua fundamental em nossas vidas, não é? Hoje vim falar de como esse idioma está se tornando indispensável no nosso cotidiano, seja para trabalhar, estudar, viajar ou se comunicar com o resto do mundo. 

Eu venho pensando muito nisso, pois cheguei a fazer alguns cursos de inglês – fora o que aprendi na escola -, mas nunca levei para frente e acabava desistindo. Hoje em dia me arrependo, venho querendo viajar o mundo a cada dia que passa e sem uma segunda língua isso é muito complicado, fora algumas coisas básicas como conseguir ler aquele segundo livro da série que ainda não foi lançado no Brasil, assistir sem dificuldades o episodio que ainda não tem legenda. Sem contar que um currículo com uma segunda língua é muito mais aceito do que os outros. A verdade é que o inglês nos abre portas e por não saber falar o idioma, acabamos perdendo oportunidades. 

O fato de eu estudar e trabalhar o dia inteiro, não me deixa muito tempo para fazer um curso presencial, por isso comecei a pesquisar dicas de estudos e me deparei com o Nada frágil, que tem um artigo maravilhoso sobre os cursos de inglês online que valem a pena, nos contado os pros e os contras deles e facilitando muito a nossa vida. 

Gostei tanto do artigo que decidi trazer para vocês com a intenção de facilitar suas buscas também. Além de querer divulgar o Nada Frágil, que é um site maravilhoso e cheio novidades sobre o universo feminino ♡

Como vocês estão com o inglês? Me contem!


A GAROTA DO CALENDÁRIO (DEZEMBRO) AUDREY CARLAN

Título: A Garota do Calendário: Dezembro
Título original: Calendar Girl
Série: A Garota do Calendário
Autor: Audrey Carlan
Livro: 12
Editora: Verus
Páginas: 160
Adicione: Skoob
Comprar: Saraiva / Amazon
Nota: 4/5
Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser. Em novembro, Mia viajará novamente para Nova York por motivos profissionais, mas dessa vez o trabalho é diferente. Ela precisará entrar em contato com celebridades — sorte dela que alguns dos amigos que fez em sua jornada estão prontos para ajudá-la!

Como já contei nas resenhas dos livros anteriores (JaneiroFevereiroMarço -AbrilMaio - Junho - Julho - AgostoSetembro - Outubro - Novembro) Mia Saunders precisa de muito dinheiro, depois que seu pai fez uma dívida de um milhão de dólares com Blaine, um perigoso agiota, que por acaso é o ex-namorado dela, e acabou em coma no hospital, restou para a garota largar sua vida para conseguir pagar a dividia, já que o agiota estava ameaçando a vida de Maddy, sua irmã mais nova. Mia então virou um acompanhante de luxo e todo mês é mandada para um destino diferente, onde mora com seu cliente e vive novas aventuras.

Dezembro é o último mês do ano e consecutivamente o último livro da série. E apesar de não ter mais um cliente, nesse mês a Mia viaja para Aspen junto com Wes, pois além de ir fazer mais uma matéria para o seu quadro no programa, eles vão passar o natal com toda família reunida em um chalé. Mas, como a vida de Mia nunca é fácil, chegando lá ela reencontra com alguém do seu passado está de volta, então a nossa querida protagonista tem uma última pendência antes de seguir sua vida e ser feliz. 


"Aprendi uma lição muito valiosa com tudo isso. O amor nem sempre é gentil. Pode ser impiedoso, cruel e covarde, mas isso não significa que ele deixa de existir."


Infelizmente, não posso falar muito sobre o último volume, pois acabaria dando spoiler mesmo sem querer, a única coisa que posso dizer é que o livro tem muitas reviravoltas, mas o livro é muito emocionante, pois podemos ver a Mia junto com sua nova família, pessoas com quem pode sempre contar. Ela teve uma jornada incrível que lhe proporcionou muitas coisas boas, mesmo com os desastres que viveu pelo caminho, ela teve um bom final. 

Apesar de terem sido doze livros, eu queria mais. Queria saber o que aconteceu na vida de todos depois daquele ano, mas nem tudo nessa vida é possível, então gosto de imaginar as coisas de forma positiva. A série valeu muito a pena só de ter visto o crescimento da protagonista como pessoa, as pessoas que ela conquistou aos pouco e o rumo que tudo tomou. 


"Como a vida. Você nem sempre pode planejar coisas bonitas. Às vezes a beleza toma forma bem na sua frente." 

A leitura desse mês foi fluída, assim como os outros livros. E me despeço aqui dessa série espetacular, dos personagens maravilhosos e das histórias contadas. A garota do calendário é uma série incrível que recomendo a todos.

Espero que vocês tenham gostado da resenha, não apenas desse livro, mas de toda a série! Me contem se vocês já tiverem lido e o que acharam da resenha. 

"Confie na jornada.

ATYPICAL


Sam (Keir Gilchrist) é um adolescente de 18 anos no espectro autista, que está no ensino médio e passa por complicados dilemas. A série se desenvolve a partir de como o San enxerga o mundo, tendo todos os episódios narrado por ele em uma conversa com sua psicóloga Julia (Amy Okuda), servindo para nos mostrar a mudança de todos os membros de sua família e amigos. 

Elsa (Jennifer Jason Leigh), a mãe de Sam, é uma mulher que em crise. Ela sempre viveu para as necessidades da família e de Sam, abrindo mão de tudo para cuidar do seu filho com autismo, e quando percebe que o mesmo está se tornando um adulto e se tornando cada vez mais independente, ela simplesmente pira. Doug (Michael Rapaport), o pai de Sam, é um dos personagens que mais tem uma carga dramática, ele não conseguiu lidar com o “autismo” de Sam da mesma forma que Elsa, e nunca conseguiu criar um laço com o menino, então se culpa por ter sido ausente na vida dele e tenta compensar isso sendo bastante presente na vida de Cassey, sua filha mais nova. Cassey (Brigette Lundy-Paine) aprendeu a lidar com o irmão, seja no silêncio e na gritaria, e dá para ver o quanto ela o compreende e se preocupa com o mesmo, mas apesar disso, tudo o que ela quer é ganhar uma bolsa em uma faculdade longe e poder ficar distante de toda a confusão da sua família. Temos também o Zahid (Nik Dodani), que é o único amigo de Sam e lhe dá conselhos sobre garotas, conselhos que nem sempre deveríamos levar a sério. 


O jeito direto que Sam lida com qualquer situação, deixa tudo imprevisível. As vezes as conseqüências disso nos faz rir, mas em outras nos deixa imensamente incomodado, por que é em situações parecidas que o personagem dele sofre Bullyng e estamos vendo pelo seu ponto de vista. 

Atypical tem um ritmo bastante leve, mas que carrega uma enorme carga dramática e pode nos emocionar facilmente, assim como nos fazer rir. Além disso, a primeira temporada consta apenas com 8 episódios de 30 minutos, que nos faz conseguir assistir a série inteira em apenas um dia e ansiar pela próxima temporada. 

Os ambiente tem iluminação delicadas, com cores claras e acompanhados de uma trilha sonora leve, o que foi uma boa sacada, porque todas essas coisas em excesso podem enlouquecer alguém no espectro autista. No fundo, a série nos mostra de maneira descontraída mostra que ser normal é a missão mais complicada de todas.


MAUS - ART SPIEGELMAN

Título: Maus
Autor: Art Spiegelman
Páginas: 295
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2009
Adicione: Skoob


Maus, rato, em alemão, é a história de Vladek Spiegelman, judeu-polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, narrada por ele próprio ao filho Art. O livro é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos. Foi publicado em duas partes, a primeira em 1986 e a segunda em 1991. No ano seguinte, Maus ganhou o prestigioso Prêmio Pulitzer de Literatura. A obra é um sucesso estrondoso de público e de crítica. Desde que foi lançada, tem sido objeto de estudos e análises de especialistas de diversas áreas, artes, história, literatura e psicologia. Em nova tradução, o livro é agora relançado com as duas partes reunidas num só volume. Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazistas ganham feições de gatos; poloneses não-judeus são porcos e americanos são cachorros. Esse recurso, aliado à ausência de cor dos quadrinhos, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto. Spiegelman, porém, evita o sentimentalismo e interrompe algumas vezes a narrativa para dar espaço a dúvidas e inquietações. É implacável com o protagonista, seu próprio pai, retratado como valoroso e destemido, mas também como sovina, racista e mesquinho. De vários pontos de vista, uma obra sem equivalente no universo dos quadrinhos e um relato histórico de valor inestimável.

Art Spiegelman é um ilustrador e cartunista que apesar de ter dito um relacionamento conturbado com seu pai, um judeu polonês sobrevivente do holocausto, resolveu contar a história do mesmo em quadrinhos. A história é contada de uma maneira bem diferente das outras sobre o mesmo tempo, pois além de ser um quadrinho, Art representa as pessoas como animais, judeus são ratos, nazistas são gatos, poloneses porcos e etc.

A narrativa pula do presente para o passado, mostrando Art e seu pai enquanto ele escreve e desenha, e nos flash back do pai, mostrando a história do mesmo desde o momento em que conheceu Anja (mãe de Art) até o final da segunda guerra. Na narrativa do presente, Art também demonstra como era complicado o seu relacionamento com o pai mesmo nos tempos atuais. 



Podemos perceber que Art tenta deixar o livro o mais real possível, se indagando várias vezes se estava fazendo a coisa certa, pois era uma história pessoal e pesada demais para ser contada em quadrinhos. Se aquilo que estava fazendo não era um sonho alto demais para alcançar. Graças a todo esse realismo, Maus ganhou o prêmio Pullitzer em 1992, um prêmio entregue apenas aos melhores trabalhos de jornalismo, e tendo sido entregue pela primeira vez a um graphic novel (quadrinho). 

Maus é um relato real, pessoal, trágico e impactante, que vem emocionando a todos que o lêem desde a sua primeira edição. O Holocausto é uma história que todos conhecemos, mas é contada de uma forma muito diferente nesse quadrinho e vale muito a pena ser lida. Ele foi publicado em 1980 e terminado em 1991, inicialmente dividido em três volumes, mas atualmente é vendido com a história completa em um único exemplar.


 
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